Quarto & Sala

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Gejo O Maldito

Fotos: Gabriel Valdivieso

Texto: Gabriel Valdivieso

em destaque no mural de fotos do gejo está registrado o momento no qual, aos três anos de idade, deixou o nordeste do brasil para crescer em são paulo. choque cultural na tenra idade é para poucos, viu? não é sem preço que gejo exercita seu talento livre e desempedido. o conhecimento de seus princípios, seus amores, suas dores lhe conferem identidade única e intransferível.

o ícone máximo atual do menino é o tatu. não é só um tatu, um tatu qualquer, é aquele tatu da cachaça, caninha, pinga, infância. vai dizer que não lembra do tatuzinho? estigmatizado mesmo, assim como o passarinho decadente da nestlé. gejo é pich(x)ador, artista plástico, grafiteiro, pensador, gentil, inteligente, sábio, esperto. o menino é legal e não precisa, mesmo, de rótulos, ainda que isso seja impossível de acontecer na cidade e no contexto em que estamos inseridos.

tem em casa uma galeria própria de trabalhos seus e alheios. retalhos de presente, montanas da espanha, alemanha, brasil. interessa é se expressar. tem em casa um arsenal de informação sobre a história do pix(ch)o e do grafitti e dá aulas a respeito. tem em casa uma bela namorada, cerveja, frutas frescas e mais fotos de família. tem também uma cobra engolidora de toy art (!!!) e um burro chamado ramos, hehehe.

da sua janela com vista para o glicério pensa sobre a cidade. sobre a agilidade com a qual se move e no caminho que tem a seguir.

gejo é ao vivo ainda mais bacana do que em todas essas palavras. as fotos, estáticas, ilustram um fim de arte urbano cheio de aprendizado e atenção.


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